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sábado, 21 de setembro de 2013

Bala que matou refém após troca de tiros em Guimarânia - MG saiu de arma de Policial Militar



A Polícia Civil de Patrocínio, no Alto Paranaíba, apresentou nesta sexta-feira (20) o resultado do inquérito que apurou a morte de um homem de 31 anos durante uma ação onde criminosos tentaram explodir um caixa eletrônico de uma agência bancária em Guimarânia, em abril deste ano. O funcionário do bar, Renato de Paulo Rosa, foi morto durante troca de tiros entre Polícia Militar e criminosos. O laudo apontou que o disparo que atingiu a vítima, que estava como refém, partiu de uma arma da PM.
O delegado regional de Patrocínio, Hamilton Tadeu de Lima, explicou que o trabalho da polícia seguiu duas linhas de investigação. "Primeiro nós instauramos o inquérito para verificar a autoria referente a tentativa de roubo e depois instauramos outro inquérito para apurar o homicídio."
A delegada responsável pelo inquérito do homicídio, Ana Cláudia de Pádua Passos, concluiu que o tiro que matou o rapaz partiu da arma de um policial militar. "Nós fizemos um laudo complementar do local do crime e que foi traçado a trajetória do disparo", comentou.
Mesmo com a conclusão do inquérito, a delegada disse que vai pedir ao Ministério Público (MP) o arquivamento do caso e também não vai indiciar o policial por homicídio. "Visto que a ação do policial militar foi pautada em legítima defesa e não há que se falar em homicídio culposo. Nas circunstâncias em que foi realizada a ação policial não havia como exigir uma conduta diversa ao policial militar", afirmou.
O comandante da PM em Patrocínio, onde trabalha o policial que fez o disparo, disse que vai aguardar a posição do MP e que o militar não foi afastado das atividades. "O militar inclusive está fazendo curso de formação de sargento, porém está à disposição caso a Justiça se manifeste contrária a conclusão do inquérito policial", salientou o tenente-coronel Jarbas de Souza, comandante do 46º Batalhão de Polícia Militar de Patrocínio.
Segundo a polícia, os seis envolvidos no caso estão presos, entre eles dois policiais. O último da quadrilha que estava foragido, foi detido esta semana em Uberlândia e transferido para Patrocínio.
 
Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 17 de abril deste ano. Uma quadrilha tentava arrombar uma agência bancária em Guimarânia quando foi surpreendida por policiais. Houve troca de tiros entre os militares e o grupo criminoso. Na ocasião, o proprietário de um bar, localizado a 50 metros da agência, foi feito refém junto com um funcionário. O homem levou um tiro de raspão no braço e o funcionário foi atingido por um tiro na cabeça, morrendo no local.
Três pessoas da quadrilha foram presas, sendo dois policiais militares. O restante do grupo conseguiu fugir. Armas e um veículo foram apreendidos. Nada foi levado do banco, segundo a polícia.
Após o fato, a assessoria da PM informou que os militares presos são lotados no 17º e no 32º Batalhão de Polícia Militar. Um deles estava há cinco anos na Corporação e o outro há seis. Eles foram presos e levados ao presídio militar de Belo Horizonte. De acordo com o comandante da 9ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), coronel Dilmar Crovato, os policiais continuam detidos e o procedimento administrativo, que julga a permanência deles da PM, está em fase de conclusão.
Em maio, mais dois suspeitos do crime foram presos durante o cumprimento de mandados realizados em Uberlândia.



G1

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